Vida após Seleção Brasileira de vôlei

24/11/2011 | Editoria: Entrevistas

O ex-jogador de vôlei, Nalbert Tavares Bittencourt, conta ao Peruibest como gasta seu tempo, agora que está aposentado do esporte, tanto nas quadras, como na areia.

Vida após Seleção Brasileira de vôlei

Há um ano e meio longe, aposentado das quadras e da areia, o ex-jogador de vôlei, Nalbert Tavares Bittencourt, tem mais tempo para se dedicar à família e realizar palestras pelo Brasil

Nalbert Tavares Bittencourt, ou Nalbert, como é conhecido, iniciou sua vida profissional no vôlei aos 17 anos, quando começou a receber convites para as seleções carioca e brasileira. Foi nessa mesma idade que conquistou seu primeiro título vestindo a camisa do Brasil.  Durante 20 anos de carreira, foram 450 jogos com a camisa da Seleção Brasileira, 360 vitórias, 17  títulos, um ouro olímpico, três títulos mundiais, três títulos da Liga Mundial, um título mundial infanto-juvenil , que foi onde tudo começou, um título mundial juvenil, além de ser eleito atleta do ano no país, no ano de 2002. Além disso, Nalbert ficou oito anos a frente dessa vitoriosa seleção.

Há um ano e meio aposentado das quadras e da areia, ele tem mais tempo para se dedicar a família e seus projetos pessoais. Em visita a Peruíbe, Nalbert contou um pouco da sua trajetória para diversas crianças, incentivando-as a lutarem pelos sonhos e serem dedicadas naquilo que gostam. Hoje, aos 37 anos, ele realiza palestras pelo Brasil inteiro, mas não apenas para contar sua história de vida, mas sim para deixar uma mensagem com relação as coisas que já aconteceram com ele. Pai de uma menina, ele conta ao PeruiBest que a melhor forma dos pais incentivarem os filhos a praticar esportes é apoiando, dando força, mas sempre colocando os estudos em primeiro lugar.

Nalbert, como foi para você tomar a decisão de parar com o vôlei?

A decisão foi que eu amadureci. Foi bem amadurecida. Foi bem madura mesmo. Chegou um momento que eu já estava com algumas dificuldades físicas, já não conseguia ter o mesmo foco que eu tive durante toda a minha carreira, então eu resolvi encerrar essa etapa e começar outra. A vida pós-carreira é bem interessante também, dá para fazer muita coisa legal, curtir um pouco a família, ficar um tempo mais em casa. Isso é muito bom. Tem um lado positivo.

E o que você está achando dessa vida de apresentador, comentarista?

Ser comentarista é bastante interessante. É uma atividade bem legal mesmo. É uma forma de se manter próximo daquilo que a gente mais ama, que é o esporte.

E como foi liderar a Seleção Brasileira por oito anos? Você levou alguma experiência para a sua vida pessoal?

Lógico. Liderança é uma coisa construída, é uma coisa conquistada ao longo do tempo. Essa história de que o líder nasce sendo líder, eu não concordo muito não. Existem alguns pré-requisitos, algumas funções, algumas características que podem ser conquistadas por qualquer pessoa. Isso eu vi na prática, e foi muito bom, um orgulho danado, eu ter sido capitão da Seleção Brasileira durante tanto tempo.


Você acompanha outros esportes? Que eu vi no seu Twitter que você estava acompanhando o jogo do Flamengo.

Todos os jogos. Todos os esportes.

Você comenta só no Twitter ou tem outra ferramenta? Blog?

Eu sou torcedor. Eu tenho blog, Twitter, Facebook, site. Mas basicamente os meu pitacos de torcedor eu dou no Twitter. Mas só como torcedor. Acompanho os esportes que estiverem rolando no momento, tênis, MMA, basquete.

Você acha que o vôlei é a paixão nacional como o futebol? As pessoas estão assistindo mais em sua opinião?

Já está consolidado. É uma conquista do vôlei ao longo do tempo. E a tendência é que isso cada vez mais aconteça, cada vez mais apareça. São tantas vitórias, tantos títulos em sequência, que já caiu no gosto nacional. O primeiro esporte, o futebol é religião.

Você acha que o esporte pode mudar o pensamento da humanidade? As atitudes?

Eu acho que o esporte é uma grande atividade, uma grande ferramenta de transformação e inclusão social. Eu repito aqui, o que eu falei ali dentro (na palestra para as crianças), essa dobradinha, esporte e educação, é o caminho de qualquer país desenvolvido. O desenvolvimento de qualquer país passa por essas duas coisas.

Como que você acha que os pais podem incentivar os filhos a praticarem esporte?

Eu acho que da mesma maneira que os meus pais fizeram comigo. Sempre me incentivaram, sempre me deram força, mas com a condição de que eu nunca abandonasse os estudos, que os estudos fossem sempre prioridade. É o que daria a base para eu ser o que eu quisesse ser na vida. E quando a coisa se tornou um pouco mais séria, e eu vi que eu poderia ter uma carreira estável no esporte, eu optei por isso. Mas caso eu não tivesse optado, teria outros mil caminhos para seguir. Eu acho que o caminho de qualquer um tem que ser esse.

Você está a frente de algum projeto social ou tem a ideia de criar algum projeto referente ao vôlei?

Eu já tive. Já tive escolinha. Mas eu fiquei durante três anos patrocinando sozinho, mantendo sozinho uma escolinha. Chegou um momento que ficou pesado para mim, eu tentei buscar apoio, e não consegui. Agora, esse projeto, Embaixadores do Esporte, todos os projetos sociais que eu sou convidado a participar, projetos que eu sou convidado a visitar, tudo é uma forma de preencher bem essa lacuna que a escolinha deixou.

E essa decisão de fazer palestras, como que surgiu?

Eu nunca tive dificuldade, eu sou uma pessoa que me comunico bem. Tenho uma história rica, uma trajetória bastante interessante para poder passar. E não é simplesmente chegar e contar a minhas história, é deixar uma mensagem em função das coisas que aconteceram comigo.

Você quer atingir um público certo?

De A à Z. Esportistas, as crianças, os empresários. Eu tenho dado muitas palestras para empresas. Eu acho que é fácil fazer analogia entre o esporte e o mundo corporativo, empresarial, muitas características semelhantes. É só adaptar a palestra.


Tags: nalbert, vôlei, aposentado, jogador, praia, quadra, peruíbe, peruibest

Tamires Mieko Oliveira

Tamires Mieko é Jornalista formada pela UniSantos. Vive atenta aos esportes, moda e assuntos diversos. E, ainda assim, sempre arruma um tempinho para atualizar suas contas nas redes sociais.

 


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